a primeira filosofia que eu conheci na vida foi a da minha mae...
ESCREVEU NAO LEU O PAU COMEU!
domingo, 14 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
quando a minha ruindade vai embora ela deixa rastro...espaco vazio para o arrependimento entrar. E lá se foi a minha paz...
mas que a fulaninha me tira do sério, lá isso ela me tira!!
todo mundo tem dor, mas a dor da fulaninha é maior
todo mundo fica doente, mas a fulaninha fica mais doente
e está sempre certa e é sempre boa porque nasceu rica e loira...
e antes que que eu continue destilando o meu veneno, eu dedico à fulaninha uma música que, segundo o que eu li uma vez, Arnaldo Antunes escreveu nesse país onde pobre é sinônimo de estrangeiro e que vem a ser o país da fulaninha
Aqui nessa casa
Ninguém quer a sua
Boa educação
Nos dias que tem comida
Comemos comida com a mão
Aqui nessa tribo
Ninguém quer a sua
Catequização
Falamos a sua língua
Mas não entendemos
O seu sermão
Nós rimos alto
Bebemos
E falamos palavrão
Mas não sorrimos à toa
Não sorrimos à toa
o triste é que às vezes eu acho que tenho mais em comum com a fulaninha do que eu gostaria...
e tomem cuidado com pessoas muito educadas que falem baixinho. Tenho dito.
mas que a fulaninha me tira do sério, lá isso ela me tira!!
todo mundo tem dor, mas a dor da fulaninha é maior
todo mundo fica doente, mas a fulaninha fica mais doente
e está sempre certa e é sempre boa porque nasceu rica e loira...
e antes que que eu continue destilando o meu veneno, eu dedico à fulaninha uma música que, segundo o que eu li uma vez, Arnaldo Antunes escreveu nesse país onde pobre é sinônimo de estrangeiro e que vem a ser o país da fulaninha
Aqui nessa casa
Ninguém quer a sua
Boa educação
Nos dias que tem comida
Comemos comida com a mão
Aqui nessa tribo
Ninguém quer a sua
Catequização
Falamos a sua língua
Mas não entendemos
O seu sermão
Nós rimos alto
Bebemos
E falamos palavrão
Mas não sorrimos à toa
Não sorrimos à toa
o triste é que às vezes eu acho que tenho mais em comum com a fulaninha do que eu gostaria...
e tomem cuidado com pessoas muito educadas que falem baixinho. Tenho dito.
domingo, 23 de novembro de 2008
eu queria só comprar orgânicos, economizar água, fazer trabalhos voluntários, estudar alemao, francês e espanhol, comer mais saudável, cozinhar melhor, fazer trabalhos manuais, saber cantar, tocar algum instrumento - de preferência piano, nao falar palavrao, ser vegetariana, ter idéias brilhantes, revolucionar o mundo, ter as pernas da Sylvie Guillem, desenhar, escrever livros...
mas acho que por enquanto vou ficar só querendo
mas acho que por enquanto vou ficar só querendo
a vó...
da minha vó, herdei a depressao e uma pitada de "ruindade"...se é que os dois nao sao a mesma coisa...
Eu sei que todo mundo é único, mas a minha vó é mais única!!
Quem, além dela, seria capaz de tachar a minha mae de "azarada" porque segundo ela, todos os semáforos sempre estao vermelhos quando ela está dirigindo? De chamar o motorista que nos levava ao aeroporto de "pamonha" (mesmo que em voz bem baixa), porque ele, onde já se viu, ficou preso num congestionamento na marginal do Tietê? É ela quem decide qual remédio é bom pra quê e nao adianta falar que esse é pra dor nas costas se ela cismou que é pra dor de cabeca.
O pior é que ela toma, o remédio funciona e os seus argumentos vao para as cucuias!!!
Minha vó é dona de um vocabulário próprio, usado por toda a família, que mistura italiano e português, dando às palavras um significado muito mais expressivo do que poderiam ter em qualquer idioma.
A neta chamada de "sbrindolona" sabe exatamente que nao deve fazer "patchugo" e nem "patchotcho"...
Ela nasceu e viveu a vida inteira no Brasil, mas tem no sangue um sotaque italiano que transforma pao em pan e Sao Carlos em San Carlos.
Gosto de imaginá-la nascida na Europa, ou ao menos com acesso a algum tipo de educacao mais refinada e contatos com intelectuais...ela teria sido brilhante, tenho certeza! Sei que tem algo dentro dela que seria capaz de deixar os conservadores de sua época de cabelo em pé...mesmo que ela nao o tenha feito. Sao águas muito mais profundas que ela mesma possa imaginar, deitada no seu sofá, embaixo do cobertor assistindo novelas, ou aos programas cultos da tarde na TV aberta brasileira.
Vejo nela certos tracos de meu ídolo de infância, a Emília de Lobato. Que avó mandaria seus netos passarem trotes pelo telefone, e ainda por cima, ajudando a escolher em quem e o que falar? Quantas existem que beliscam a (desculpa mas popô ou traseiro definitivamente nunca saíram da boca da minha avó) bunda de netas acima de 30 anos e que dao de presente notas de cem, que se você recusa a pegar, terminam no seu decote ou dentro da sua calca?
No fundo, a heranca da depressao nao foi um preco tao caro que eu paguei por todas as risadas que demos, damos e ainda vamos dar...
da minha vó, herdei a depressao e uma pitada de "ruindade"...se é que os dois nao sao a mesma coisa...
Eu sei que todo mundo é único, mas a minha vó é mais única!!
Quem, além dela, seria capaz de tachar a minha mae de "azarada" porque segundo ela, todos os semáforos sempre estao vermelhos quando ela está dirigindo? De chamar o motorista que nos levava ao aeroporto de "pamonha" (mesmo que em voz bem baixa), porque ele, onde já se viu, ficou preso num congestionamento na marginal do Tietê? É ela quem decide qual remédio é bom pra quê e nao adianta falar que esse é pra dor nas costas se ela cismou que é pra dor de cabeca.
O pior é que ela toma, o remédio funciona e os seus argumentos vao para as cucuias!!!
Minha vó é dona de um vocabulário próprio, usado por toda a família, que mistura italiano e português, dando às palavras um significado muito mais expressivo do que poderiam ter em qualquer idioma.
A neta chamada de "sbrindolona" sabe exatamente que nao deve fazer "patchugo" e nem "patchotcho"...
Ela nasceu e viveu a vida inteira no Brasil, mas tem no sangue um sotaque italiano que transforma pao em pan e Sao Carlos em San Carlos.
Gosto de imaginá-la nascida na Europa, ou ao menos com acesso a algum tipo de educacao mais refinada e contatos com intelectuais...ela teria sido brilhante, tenho certeza! Sei que tem algo dentro dela que seria capaz de deixar os conservadores de sua época de cabelo em pé...mesmo que ela nao o tenha feito. Sao águas muito mais profundas que ela mesma possa imaginar, deitada no seu sofá, embaixo do cobertor assistindo novelas, ou aos programas cultos da tarde na TV aberta brasileira.
Vejo nela certos tracos de meu ídolo de infância, a Emília de Lobato. Que avó mandaria seus netos passarem trotes pelo telefone, e ainda por cima, ajudando a escolher em quem e o que falar? Quantas existem que beliscam a (desculpa mas popô ou traseiro definitivamente nunca saíram da boca da minha avó) bunda de netas acima de 30 anos e que dao de presente notas de cem, que se você recusa a pegar, terminam no seu decote ou dentro da sua calca?
No fundo, a heranca da depressao nao foi um preco tao caro que eu paguei por todas as risadas que demos, damos e ainda vamos dar...
terça-feira, 18 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Outro dia meu namorado soltou a pérola: "Por que você nao tem um botao "MUTE" como na TV quando a gente nao quer o som?
Eu tive que rir muito.
Eu sou mulher e geminiana, ou seja, gosto de falar, mas ele nao estava se referindo a isso.
O que acontece é que tudo que eu toco (ou "rélo" no mais puro limeirês) acaba caindo, batendo em alguma coisa, derrubando outra...e a probabilidade de isso acontecer aumenta à proporcao do número de pessoas que está dormindo. Levanto da cama, tropeco em uma cadeira, que bate na estante, assusto a gata que corre e por aí vai.
Minha carreira de desastrada deve ter comecado cedo. Desde pequena, quando minha mae ou minha avó me viam querendo fazer alguma coisa na cozinha diziam. "Sai você com essas maozinhas" e tiravam nao importa o que eu poderia ter à mao.
Quando soube dessa história a Célia disse: "Y han hecho de ti una inutil!"
Tremo toda vez que tenho que cozinhar com a Célia. Tudo comecou quando há uns 5 anos ela inventou que cozinharíamos juntas e delegou a mim a ingrata tarefa de picar cebolas "chiquititas".
Célia quase comoveu-se com o tempo que eu tomei e me ensinou um método prático. Jurei ter aprendido, e uns 4 anos depois, quando me viu gritou. "Carito, ya te he ensenado como se hace"!!
E eu: "pero no és así?
Como eu havia aprendido a falar francês, porque moro com um que se recusava a falar alemao mesmo depois de 2 anos de Alemanha, a resposta que eu tive foi:
"La próxima vez que nos veamos, vas a hablar russo, pero tadavia serás incapaz de cortar una cebolla"
Et voilà!
Eu tive que rir muito.
Eu sou mulher e geminiana, ou seja, gosto de falar, mas ele nao estava se referindo a isso.
O que acontece é que tudo que eu toco (ou "rélo" no mais puro limeirês) acaba caindo, batendo em alguma coisa, derrubando outra...e a probabilidade de isso acontecer aumenta à proporcao do número de pessoas que está dormindo. Levanto da cama, tropeco em uma cadeira, que bate na estante, assusto a gata que corre e por aí vai.
Minha carreira de desastrada deve ter comecado cedo. Desde pequena, quando minha mae ou minha avó me viam querendo fazer alguma coisa na cozinha diziam. "Sai você com essas maozinhas" e tiravam nao importa o que eu poderia ter à mao.
Quando soube dessa história a Célia disse: "Y han hecho de ti una inutil!"
Tremo toda vez que tenho que cozinhar com a Célia. Tudo comecou quando há uns 5 anos ela inventou que cozinharíamos juntas e delegou a mim a ingrata tarefa de picar cebolas "chiquititas".
Célia quase comoveu-se com o tempo que eu tomei e me ensinou um método prático. Jurei ter aprendido, e uns 4 anos depois, quando me viu gritou. "Carito, ya te he ensenado como se hace"!!
E eu: "pero no és así?
Como eu havia aprendido a falar francês, porque moro com um que se recusava a falar alemao mesmo depois de 2 anos de Alemanha, a resposta que eu tive foi:
"La próxima vez que nos veamos, vas a hablar russo, pero tadavia serás incapaz de cortar una cebolla"
Et voilà!
domingo, 26 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Essa noite eu meus sonhos superaram todas as loucuras de outras noites. Por isso vim direto a computador. Tem que ficar registrado. É um dos pontos altos da minha carreira de sonhadora (acordada e dormindo)! Eu voei com uma cadeira flutuante (devo ter lido demais as noticias do padre voador) , dancei nas ruas, me conectei com a Dani pela webcam, mas a imagem aparecia na horizontal na tela e eu tinha que virar a cabeca, passeei por Berlim (uma Berlim que nada tem a ver com a real) com a Lolita (a poodle da minha mae) no colo, cortinas se desenrolaram pra fechar portas, e eu ainda estive num lindo jardim de uma senhora, aparentemente eslava.Essa última acho que devo ter tirado das reportagens da TV5 Monde. É impressionante. E assim sao quase todas as minhas noites. Minha vida noturna sendo mais ativa quase que a diurna! Sempre há viagens, malas que eu esqueco au ainda nao tive tempo de fazer, criancas (tic-tac do relógio biológico talvez) e pessoas dos meus mais variados circulos de amizades. Me pergunto se isso poderia ser um sinal, alguma coisa reprimida tentando me contatar à noite, ou se é só a sujeira acumulada no cérebro que saiu debaixo do tapete. Pensamentos que nao tive tempo de digerir durante o dia. A minha bengala química (vi esse termo num livro que acabei de ler e gostei), a fluoxetina, tem uma grande importancia nisso, já notei. Mas também sou capaz das minhas fantasias noturnas mirabolantes sem ela. Quando eu era crianca, sonhei uma vez, que as pessoas que atingiam uma certa idade, eram obrigadas a pular num enorme caldeirao de água fervente para morrer! E ainda por cima, os católicos tinham que pular num caldeirao comunitário e os protestantes tinham caldeiroes individuais e uma espécie de dancarina havaiana os enchia.. Como um ritual indígena. Nao, eu nunca fumei maconha e nem experimentei qualquer outro tipo de drogas ilícitas. Aliás, esse sonho data dos meus 10, 11 anos, e nessa época nao bebia nem vinho quente em festa junina. Minha mae é quem sempre se lembra e me fala desse meu sonho, como uma provável futura solucao para esse mundo onde cada dia nascem mais criancas e morrem menos velhos. Eles querem ficar pra semente, no modo de dizer da minha avó. (A minha avó...essa vai render um texto à parte!!!)
Segundo o livro de interpretacoes de sonhos que eu tenho em casa, já deveria ter tido uns sete filhos e me casado várias vezes! (Pra isso seria necessário que o Antoine se divorciasse primeiro-risos!). Ou seja, o livro nao é lá muito confiável. Segundo as interpretacoes de Freud, também escritas no livro, nem preciso dizer que tudo se trata, dependendo do formato, de penis e vaginas. Mas...pelo sim pelo nao... vou agora dar uma olhada no que significa voar!
Segundo o livro de interpretacoes de sonhos que eu tenho em casa, já deveria ter tido uns sete filhos e me casado várias vezes! (Pra isso seria necessário que o Antoine se divorciasse primeiro-risos!). Ou seja, o livro nao é lá muito confiável. Segundo as interpretacoes de Freud, também escritas no livro, nem preciso dizer que tudo se trata, dependendo do formato, de penis e vaginas. Mas...pelo sim pelo nao... vou agora dar uma olhada no que significa voar!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Eu tenho pressa, só nao sei de que!!
Agora entendo na pele o que já cantei sem entender muito bem nos anos 80..."eu tenho pressa e tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim...". Me consola saber que se nao é agradável o que eu sinto, pelo menos nao sou a única a me sentir assim. Me perco avaliando os motivos de tanta superficialidade...a mania de perfeicao, que me leva a querer saber tudo e como isso é impossível, me faz resignar com o nada, a preguica mental que foi se instalando desde que meu cérebro só é usado pra guardar passos de coreografias, produzir "minhocas" e contar até 8 (nao, mero cliche...depois de Stravinsky, bailarinos tiveram que aumentar seus conhecimentos matemáticos) ou quem sabe até meu signo de gemeos, sempre o culpado pela inconstancia, pra nao dizer volubilidade. Só sei que, salvo raras excecoes, me pego fazendo uma leitura pra-lá-de-dinamica de reportagens e notícias, com a esperanca que meu cérebro armazene os arquivos de informacoes que entraram pelos olhos e faca por mim o trabalho que nao me animei a fazer, de entender e digerir. Mas a tentativa osmótica nao funciona, com algumas raras excecoes e sempre fico com a impressao de ter escutado o galo cantar e nao saber bem onde. O mundo hoje em dia oferece tantas opcoes e com a minha dificuldade de escolher, eu acabo ficando sem nada, no vazio.
Procurar saber tudo sobre História? Geografia? Artes? Línguas? A internet seria o meu sonho e teria todas as minhas respostas, quando eu era uma crianca curiosa e sem preguica que queria saber tudo. Hoje me frustro com ela, gratuita na minha frente, com toda as suas opcoes que eu nao tenho mais tanta paciencia de ler nem tanta curiosidade em saber. Saber pra que? Quando eu era crianca eu queria realmente saber ou queria simplesmente ser reconhecida pelo meu conhecimento? Seria de novo a necessidade de aplauso e de palco?
Nao sei, mas tenho saudades da crianca curiosa que se escondeu, dormiu e que eu nao consigo encontrar para despertá-la...
Procurar saber tudo sobre História? Geografia? Artes? Línguas? A internet seria o meu sonho e teria todas as minhas respostas, quando eu era uma crianca curiosa e sem preguica que queria saber tudo. Hoje me frustro com ela, gratuita na minha frente, com toda as suas opcoes que eu nao tenho mais tanta paciencia de ler nem tanta curiosidade em saber. Saber pra que? Quando eu era crianca eu queria realmente saber ou queria simplesmente ser reconhecida pelo meu conhecimento? Seria de novo a necessidade de aplauso e de palco?
Nao sei, mas tenho saudades da crianca curiosa que se escondeu, dormiu e que eu nao consigo encontrar para despertá-la...
sexta-feira, 4 de abril de 2008
novelas e brasileiros
Uma pergunta que desde algumas semanas ocupa os meus ociosos neuronios (ociosos de idéias úteis, porque inúteis eles produzem aos milhares!) é: qual a verdadeira influencia da novela na vida dos brasileiros?Desde que tenho memória, e faz tempo, na maioria das casas se assiste novela...pelo menos uma, nos casos mais graves logo as tres! E por que nao juntar logo "Malhacao" e ficar com quatro? Deve fazer parte do código genético do brasileiro depois de tantas décadas. Mal me vejo assistindo alguma coisa do genero na TV (nao tenho TV brasileira) jé me pego identificando personagens e pedindo por uma continuacao. Qual será a magia desses "teatrinhos" que deixam o cérebro em Stand by (nao é preciso raciocinar muito) que mesmo que a gente saiba o fim assiste e nao quer perder capítulo? Que as nossas avós, e talvez algumas pessoas mais jovens também, nunca se sabe, comentam entusiasmadas ou com raiva, como se os fatos e personagens fossem verdadeiros?? Tenho até amigos poloneses que nao saíam de suas casas quando passaram "A escrava Isaura" na Polonia, e um amigo de Cuba que se lembra, com o sorriso estampado no rosto, do "Sinhozinho Malta", provando que nao é um privilégio (privilégio????) só de brasileiros. Deve ser alguma coisa da nossa infancia, daquela época em que adoramos que nos contem sempre a mesma história (e "ai" se mudam alguma coisa!!)
Bem, isso só chegou a me preocupar, quando pensei em tudo o que idealizamos para uma relacao amorosa. Claro que nao só por causa das novelas (nao dá pra deixar Hollywood inocente!) mas, com certeza muita coisa que está lá programado no nosso Hardware, tao enraizado que até o que pensamos que é realmente "nosso" se deve à Gloria Pires, à Regina Duarte, ao Dias Gomes (para os mais antigos) ou sei lá quem possa ter sido nosso "mocinho" ou "mocinha". Cenas de ciúmes, traicao...me pergunto se todos os meu ciúmes nao teriam um certo apoio nas loucuras novelísticas (nao, nao estou tentando por a culpa em ninguém, e já melhorei as minhas cenas...elas nem seriam mais indicadas ao Oscar, como o fariam uns aninhos atrás).
Pena que com tudo isso, talvez terminemos achando a realidade "normal" demais...necessitamos da montanha russa de sensacoes em tempo integral e esquecemos que de vez em quando, o suave balanco do carrossel também faz bem!
Bem, isso só chegou a me preocupar, quando pensei em tudo o que idealizamos para uma relacao amorosa. Claro que nao só por causa das novelas (nao dá pra deixar Hollywood inocente!) mas, com certeza muita coisa que está lá programado no nosso Hardware, tao enraizado que até o que pensamos que é realmente "nosso" se deve à Gloria Pires, à Regina Duarte, ao Dias Gomes (para os mais antigos) ou sei lá quem possa ter sido nosso "mocinho" ou "mocinha". Cenas de ciúmes, traicao...me pergunto se todos os meu ciúmes nao teriam um certo apoio nas loucuras novelísticas (nao, nao estou tentando por a culpa em ninguém, e já melhorei as minhas cenas...elas nem seriam mais indicadas ao Oscar, como o fariam uns aninhos atrás).
Pena que com tudo isso, talvez terminemos achando a realidade "normal" demais...necessitamos da montanha russa de sensacoes em tempo integral e esquecemos que de vez em quando, o suave balanco do carrossel também faz bem!
terça-feira, 25 de março de 2008
Acabei de descobrir que agora tenho um hobby! O problema é que desde que meu hobby virou profissao, e isso já faz 10 anos(!), eu nao tinha conseguido achar outro...a nao ser que telefonar conte!(tenho que fazer com que a minha tarifa plana de 65 euros compense...e eu acho que estou batendo a Arcor de longe!!)
Minhas tentativas comecaram quando eu tinha 16 anos...querendo fazer algo além do ballet eu me inscrevi num curso de violino. Fui à aula de segunda à quinta, com a motivacao lá em cima,e o ego também, porque afinal o professor disse que eu levava jeito. Na sexta-feira (13 de agosto e décima terceira do século, se me lembro bem) um acidente pos fim à minha quem-sabe-carreira alternativa para a danca. Um corte na mao direita, que rompeu tendoes e nervos me fez ficar engessada por seis semanas jogando também um balde de água fria no meu entusiasmo de violinista.
Depois, bailarina profissional, também tentei, eu juro!!
Fiz yoga, curso de ingles, me inscrevi numa academia, tentei ser voluntária de uma instituicao ecológica e nada foi forte o suficiente pra me prender...meu lado geminiano e volúvel falou mais alto!
Minha última tentativa foi um curso de frances, mas, também nao era como eu queria (aliás como a maioria das coisas que eu tenho encontrado pela vida há 30 anos, desde o sorvete que derretia "imperfeitamente" até a boneca que teimava em nao querer ficar com o penteado que eu fazia, merecendo que eu lhe quebrasse pescoco) e acabei faltando metade. O problema é que as minhas colegas eram senhoras, que iam ao curso para treinar a conversacao em frances, e eu, bom, converso 24 horas em frances e queria mesmo era aprender a escrever essa língua tao cheia de vogais pra tao pouco som, onde sempre se come o final das palavras...
Os dias nos quais consegui estudar sozinha também foram quase mais raros que os dias de sol nessa Alemanha...acho que gastei toda a minha motivacao e forca de vontade com o ballet, nao sobrou pra muita coisa!!
Agora estou inaugurando esse blog...vamos ver quanto vai durar!!!
Minhas tentativas comecaram quando eu tinha 16 anos...querendo fazer algo além do ballet eu me inscrevi num curso de violino. Fui à aula de segunda à quinta, com a motivacao lá em cima,e o ego também, porque afinal o professor disse que eu levava jeito. Na sexta-feira (13 de agosto e décima terceira do século, se me lembro bem) um acidente pos fim à minha quem-sabe-carreira alternativa para a danca. Um corte na mao direita, que rompeu tendoes e nervos me fez ficar engessada por seis semanas jogando também um balde de água fria no meu entusiasmo de violinista.
Depois, bailarina profissional, também tentei, eu juro!!
Fiz yoga, curso de ingles, me inscrevi numa academia, tentei ser voluntária de uma instituicao ecológica e nada foi forte o suficiente pra me prender...meu lado geminiano e volúvel falou mais alto!
Minha última tentativa foi um curso de frances, mas, também nao era como eu queria (aliás como a maioria das coisas que eu tenho encontrado pela vida há 30 anos, desde o sorvete que derretia "imperfeitamente" até a boneca que teimava em nao querer ficar com o penteado que eu fazia, merecendo que eu lhe quebrasse pescoco) e acabei faltando metade. O problema é que as minhas colegas eram senhoras, que iam ao curso para treinar a conversacao em frances, e eu, bom, converso 24 horas em frances e queria mesmo era aprender a escrever essa língua tao cheia de vogais pra tao pouco som, onde sempre se come o final das palavras...
Os dias nos quais consegui estudar sozinha também foram quase mais raros que os dias de sol nessa Alemanha...acho que gastei toda a minha motivacao e forca de vontade com o ballet, nao sobrou pra muita coisa!!
Agora estou inaugurando esse blog...vamos ver quanto vai durar!!!
segunda-feira, 24 de março de 2008
Oi!!
Nao sei se alguém vai chegar à minha página...mas isso nao é o mais importante...se os meus pensamentos saírem da minha cabeca e forem pra outro lugar, já terei atingido meu objetivo!! Eles nao precisam ir poluir outras mentes...lol
E se nao gostarem, a culpa é da minha irma...foi ela quem disse entre as muitas filosofias e viagens na maionese que lhe conto ao telefone "Faz um blog!!"....creio que a continuacao seria "e nao me encha mais o saco" e bom, meses depois, é isso que eu estou fazendo, nessa "nevosa"(alguém sabe o adjetivo formado por neve que corresponda a chuvosa???) segunda -feira de Páscoa (isso mesmo, aqui na Alemanha existe segunda-feira de Páscoa, como também ainda é feriado no dia 26 de dezembro...e depois os brasileiros é que sao preguicosos!!).
Como inimiga mortal do portugues maltratado e pisoteado que circula na internet, gostaria de por acentos circunflexos, tis e cedilhas nos seus devidos lugares, mas meu laptop alemao me impede! Deve existir alguma combinacao de 38 teclas que os possibilite, mas...nao conheco, entao, com o perdao da D. Lia, uma excelente professora de portugues cujos ensinamentos ainda ecoam na minha cabeca até hoje (basta dizer que minhas companheiras de classe e eu, ainda podemos recitar todas as preposicoes de cor, em ordem alfabética) sigo meus posts, sem cedilha, sem til (que sisma em ficar ao lado da vogal no meu PC, em vez de em cima) e sem circunflexo!
E se nao gostarem, a culpa é da minha irma...foi ela quem disse entre as muitas filosofias e viagens na maionese que lhe conto ao telefone "Faz um blog!!"....creio que a continuacao seria "e nao me encha mais o saco" e bom, meses depois, é isso que eu estou fazendo, nessa "nevosa"(alguém sabe o adjetivo formado por neve que corresponda a chuvosa???) segunda -feira de Páscoa (isso mesmo, aqui na Alemanha existe segunda-feira de Páscoa, como também ainda é feriado no dia 26 de dezembro...e depois os brasileiros é que sao preguicosos!!).
Como inimiga mortal do portugues maltratado e pisoteado que circula na internet, gostaria de por acentos circunflexos, tis e cedilhas nos seus devidos lugares, mas meu laptop alemao me impede! Deve existir alguma combinacao de 38 teclas que os possibilite, mas...nao conheco, entao, com o perdao da D. Lia, uma excelente professora de portugues cujos ensinamentos ainda ecoam na minha cabeca até hoje (basta dizer que minhas companheiras de classe e eu, ainda podemos recitar todas as preposicoes de cor, em ordem alfabética) sigo meus posts, sem cedilha, sem til (que sisma em ficar ao lado da vogal no meu PC, em vez de em cima) e sem circunflexo!
Assinar:
Postagens (Atom)







