domingo, 23 de novembro de 2008

eu queria só comprar orgânicos, economizar água, fazer trabalhos voluntários, estudar alemao, francês e espanhol, comer mais saudável, cozinhar melhor, fazer trabalhos manuais, saber cantar, tocar algum instrumento - de preferência piano, nao falar palavrao, ser vegetariana, ter idéias brilhantes, revolucionar o mundo, ter as pernas da Sylvie Guillem, desenhar, escrever livros...
mas acho que por enquanto vou ficar só querendo
a vó...

da minha vó, herdei a depressao e uma pitada de "ruindade"...se é que os dois nao sao a mesma coisa...
Eu sei que todo mundo é único, mas a minha vó é mais única!!
Quem, além dela, seria capaz de tachar a minha mae de "azarada" porque segundo ela, todos os semáforos sempre estao vermelhos quando ela está dirigindo? De chamar o motorista que nos levava ao aeroporto de "pamonha" (mesmo que em voz bem baixa), porque ele, onde já se viu, ficou preso num congestionamento na marginal do Tietê? É ela quem decide qual remédio é bom pra quê e nao adianta falar que esse é pra dor nas costas se ela cismou que é pra dor de cabeca.
O pior é que ela toma, o remédio funciona e os seus argumentos vao para as cucuias!!!
Minha vó é dona de um vocabulário próprio, usado por toda a família, que mistura italiano e português, dando às palavras um significado muito mais expressivo do que poderiam ter em qualquer idioma.
A neta chamada de "sbrindolona" sabe exatamente que nao deve fazer "patchugo" e nem "patchotcho"...
Ela nasceu e viveu a vida inteira no Brasil, mas tem no sangue um sotaque italiano que transforma pao em pan e Sao Carlos em San Carlos.

Gosto de imaginá-la nascida na Europa, ou ao menos com acesso a algum tipo de educacao mais refinada e contatos com intelectuais...ela teria sido brilhante, tenho certeza! Sei que tem algo dentro dela que seria capaz de deixar os conservadores de sua época de cabelo em pé...mesmo que ela nao o tenha feito. Sao águas muito mais profundas que ela mesma possa imaginar, deitada no seu sofá, embaixo do cobertor assistindo novelas, ou aos programas cultos da tarde na TV aberta brasileira.
Vejo nela certos tracos de meu ídolo de infância, a Emília de Lobato. Que avó mandaria seus netos passarem trotes pelo telefone, e ainda por cima, ajudando a escolher em quem e o que falar? Quantas existem que beliscam a (desculpa mas popô ou traseiro definitivamente nunca saíram da boca da minha avó) bunda de netas acima de 30 anos e que dao de presente notas de cem, que se você recusa a pegar, terminam no seu decote ou dentro da sua calca?

No fundo, a heranca da depressao nao foi um preco tao caro que eu paguei por todas as risadas que demos, damos e ainda vamos dar...

terça-feira, 18 de novembro de 2008


was it worth not to live for fun

your brain gets smart but your head gets dumb


so much to do so much to see

so what's wrong with taking the backstreets


you'll never know if you don't go

you'll never shine if you don't glow

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Ontem achei muito bizarro ver a Carla Bruni fazendo shows por aí sendo Primeira Dama.
Hoje vendo Gilberto Gil no Youtube lembrei que ele foi Ministro da Cultura, e nao faz muito tempo... e escrevendo isso acabo de me lembrar do Schwarznegger. Melhor parar por aqui.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Vou te contar um segredo....

Ai que tentacao!!!!!


Très fatiguée

Et alors???





segunda-feira, 10 de novembro de 2008

PIOR QUE NAO TER ENTENDIDO É ACHAR QUE ENTENDEU!!!

domingo, 9 de novembro de 2008

Nessa época acho que eu já nao chorava mais quando o sorvete deretia, mas quase morri quando vi esmalte vermelho na minha perna e pensei que era sangue e tinha muito, mas muito medo do incrível Hulk.
Outro dia meu namorado soltou a pérola: "Por que você nao tem um botao "MUTE" como na TV quando a gente nao quer o som?
Eu tive que rir muito.
Eu sou mulher e geminiana, ou seja, gosto de falar, mas ele nao estava se referindo a isso.
O que acontece é que tudo que eu toco (ou "rélo" no mais puro limeirês) acaba caindo, batendo em alguma coisa, derrubando outra...e a probabilidade de isso acontecer aumenta à proporcao do número de pessoas que está dormindo. Levanto da cama, tropeco em uma cadeira, que bate na estante, assusto a gata que corre e por aí vai.
Minha carreira de desastrada deve ter comecado cedo. Desde pequena, quando minha mae ou minha avó me viam querendo fazer alguma coisa na cozinha diziam. "Sai você com essas maozinhas" e tiravam nao importa o que eu poderia ter à mao.
Quando soube dessa história a Célia disse: "Y han hecho de ti una inutil!"
Tremo toda vez que tenho que cozinhar com a Célia. Tudo comecou quando há uns 5 anos ela inventou que cozinharíamos juntas e delegou a mim a ingrata tarefa de picar cebolas "chiquititas".
Célia quase comoveu-se com o tempo que eu tomei e me ensinou um método prático. Jurei ter aprendido, e uns 4 anos depois, quando me viu gritou. "Carito, ya te he ensenado como se hace"!!
E eu: "pero no és así?
Como eu havia aprendido a falar francês, porque moro com um que se recusava a falar alemao mesmo depois de 2 anos de Alemanha, a resposta que eu tive foi:
"La próxima vez que nos veamos, vas a hablar russo, pero tadavia serás incapaz de cortar una cebolla"
Et voilà!