Agora entendo na pele o que já cantei sem entender muito bem nos anos 80..."eu tenho pressa e tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim...". Me consola saber que se nao é agradável o que eu sinto, pelo menos nao sou a única a me sentir assim. Me perco avaliando os motivos de tanta superficialidade...a mania de perfeicao, que me leva a querer saber tudo e como isso é impossível, me faz resignar com o nada, a preguica mental que foi se instalando desde que meu cérebro só é usado pra guardar passos de coreografias, produzir "minhocas" e contar até 8 (nao, mero cliche...depois de Stravinsky, bailarinos tiveram que aumentar seus conhecimentos matemáticos) ou quem sabe até meu signo de gemeos, sempre o culpado pela inconstancia, pra nao dizer volubilidade. Só sei que, salvo raras excecoes, me pego fazendo uma leitura pra-lá-de-dinamica de reportagens e notícias, com a esperanca que meu cérebro armazene os arquivos de informacoes que entraram pelos olhos e faca por mim o trabalho que nao me animei a fazer, de entender e digerir. Mas a tentativa osmótica nao funciona, com algumas raras excecoes e sempre fico com a impressao de ter escutado o galo cantar e nao saber bem onde. O mundo hoje em dia oferece tantas opcoes e com a minha dificuldade de escolher, eu acabo ficando sem nada, no vazio.
Procurar saber tudo sobre História? Geografia? Artes? Línguas? A internet seria o meu sonho e teria todas as minhas respostas, quando eu era uma crianca curiosa e sem preguica que queria saber tudo. Hoje me frustro com ela, gratuita na minha frente, com toda as suas opcoes que eu nao tenho mais tanta paciencia de ler nem tanta curiosidade em saber. Saber pra que? Quando eu era crianca eu queria realmente saber ou queria simplesmente ser reconhecida pelo meu conhecimento? Seria de novo a necessidade de aplauso e de palco?
Nao sei, mas tenho saudades da crianca curiosa que se escondeu, dormiu e que eu nao consigo encontrar para despertá-la...
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