segunda-feira, 14 de abril de 2008

Eu tenho pressa, só nao sei de que!!

Agora entendo na pele o que já cantei sem entender muito bem nos anos 80..."eu tenho pressa e tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim...". Me consola saber que se nao é agradável o que eu sinto, pelo menos nao sou a única a me sentir assim. Me perco avaliando os motivos de tanta superficialidade...a mania de perfeicao, que me leva a querer saber tudo e como isso é impossível, me faz resignar com o nada, a preguica mental que foi se instalando desde que meu cérebro só é usado pra guardar passos de coreografias, produzir "minhocas" e contar até 8 (nao, mero cliche...depois de Stravinsky, bailarinos tiveram que aumentar seus conhecimentos matemáticos) ou quem sabe até meu signo de gemeos, sempre o culpado pela inconstancia, pra nao dizer volubilidade. Só sei que, salvo raras excecoes, me pego fazendo uma leitura pra-lá-de-dinamica de reportagens e notícias, com a esperanca que meu cérebro armazene os arquivos de informacoes que entraram pelos olhos e faca por mim o trabalho que nao me animei a fazer, de entender e digerir. Mas a tentativa osmótica nao funciona, com algumas raras excecoes e sempre fico com a impressao de ter escutado o galo cantar e nao saber bem onde. O mundo hoje em dia oferece tantas opcoes e com a minha dificuldade de escolher, eu acabo ficando sem nada, no vazio.
Procurar saber tudo sobre História? Geografia? Artes? Línguas? A internet seria o meu sonho e teria todas as minhas respostas, quando eu era uma crianca curiosa e sem preguica que queria saber tudo. Hoje me frustro com ela, gratuita na minha frente, com toda as suas opcoes que eu nao tenho mais tanta paciencia de ler nem tanta curiosidade em saber. Saber pra que? Quando eu era crianca eu queria realmente saber ou queria simplesmente ser reconhecida pelo meu conhecimento? Seria de novo a necessidade de aplauso e de palco?
Nao sei, mas tenho saudades da crianca curiosa que se escondeu, dormiu e que eu nao consigo encontrar para despertá-la...

domingo, 6 de abril de 2008



Se eu soubesse que duas bolinhas de pelo davam tanta alegria...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

novelas e brasileiros

Uma pergunta que desde algumas semanas ocupa os meus ociosos neuronios (ociosos de idéias úteis, porque inúteis eles produzem aos milhares!) é: qual a verdadeira influencia da novela na vida dos brasileiros?Desde que tenho memória, e faz tempo, na maioria das casas se assiste novela...pelo menos uma, nos casos mais graves logo as tres! E por que nao juntar logo "Malhacao" e ficar com quatro? Deve fazer parte do código genético do brasileiro depois de tantas décadas. Mal me vejo assistindo alguma coisa do genero na TV (nao tenho TV brasileira) jé me pego identificando personagens e pedindo por uma continuacao. Qual será a magia desses "teatrinhos" que deixam o cérebro em Stand by (nao é preciso raciocinar muito) que mesmo que a gente saiba o fim assiste e nao quer perder capítulo? Que as nossas avós, e talvez algumas pessoas mais jovens também, nunca se sabe, comentam entusiasmadas ou com raiva, como se os fatos e personagens fossem verdadeiros?? Tenho até amigos poloneses que nao saíam de suas casas quando passaram "A escrava Isaura" na Polonia, e um amigo de Cuba que se lembra, com o sorriso estampado no rosto, do "Sinhozinho Malta", provando que nao é um privilégio (privilégio????) só de brasileiros. Deve ser alguma coisa da nossa infancia, daquela época em que adoramos que nos contem sempre a mesma história (e "ai" se mudam alguma coisa!!)

Bem, isso só chegou a me preocupar, quando pensei em tudo o que idealizamos para uma relacao amorosa. Claro que nao só por causa das novelas (nao dá pra deixar Hollywood inocente!) mas, com certeza muita coisa que está lá programado no nosso Hardware, tao enraizado que até o que pensamos que é realmente "nosso" se deve à Gloria Pires, à Regina Duarte, ao Dias Gomes (para os mais antigos) ou sei lá quem possa ter sido nosso "mocinho" ou "mocinha". Cenas de ciúmes, traicao...me pergunto se todos os meu ciúmes nao teriam um certo apoio nas loucuras novelísticas (nao, nao estou tentando por a culpa em ninguém, e já melhorei as minhas cenas...elas nem seriam mais indicadas ao Oscar, como o fariam uns aninhos atrás).
Pena que com tudo isso, talvez terminemos achando a realidade "normal" demais...necessitamos da montanha russa de sensacoes em tempo integral e esquecemos que de vez em quando, o suave balanco do carrossel também faz bem!