quinta-feira, 21 de maio de 2009

Faz mais ou menos dois meses que eu tento entender o fascínio que o Germany's Next op Model exerce sobre mim. Seria o gene brasileiro da novela, que estou convencida que existe em 90% da populacao sem distincao de raca, classe social ou sexo? Seria a vontade de um dia eu, com o meu metro e sessenta (tá, 1,59 e meio) sair andando com os cabelos balancando ao passo de pernas de um metro de comprimento, com maquiagem e visual impecavel? Nao sei, mas pensei ser a única a esperar chegar quinta-feira, oito e quinze, pra ver quem ia chorar, quem ia brigar com quem e quem seria obrigada a deixar o programa.
Hoje, vi no messenger, aliviada, a pergunta de Célia:
"che, decime vos seguis germany next top model???????????????
Por um segundo eu pensei se eu já lhe havia confessado minha fraqueza, mas, nao. Nao. Ela também já tinha sido contagiada. Nosotras, tan importantes y preciosas assistindo à coroacao do besteirol...vamos ligar para a Barbi, ver se ela ainda pode nos salvar...e se ela, mae do Antonio, também já estiver acompanhando GNTM...
entonces ya no hay más salvación!!!

domingo, 17 de maio de 2009

Tenho uma admiracao enorme pelas pessoas que dirigem. Eles pegam as chaves, sentam-se e dao partida no carro com uma naturalidade que me deixa cheia de inveja. Para mim, a dificuldade já comeca aí. Ver se a marcha nao está engatada pro carro nao dar aquela puladinha, abaixar o freio de mao, nao sem antes disso ter checado os retrovisores e o assento, já que eu nao tenho carro próprio. O carro parece um prolongamento das pessoas, de tao à vontade que a maioria se sente nele. Eu, com duas carteiras de motorista e aprovada sem nenhum erro na prova teórica alema, fujo da direcao como o diabo foge da cruz. E essa é uma grande lacuna na minha vida adulta, afinal, adulto DIRIGE.


Uma das minhas poucas aventuras num carro sozinha, foi quando a minha mae insistiu que eu fosse motorizada ao dentista. A distância era no máximo uns 4 quilômetros e eu cheguei tao suada como se tivesse percorrido essa distância correndo! A segunda e última aventura foi à noite. A tao assustadora noite, principalmente para filhas da Vanda e netas de Palmira, no Brasil ainda por cima. Tive que ouvir que " aqui nao era Europa, que era perigoso,etc,etc". Num arroubo de coragem,que nao me é característico, peguei o carro e fui. Na volta, por volta da meia -noite, com o coracao pulando e rezando para nao ter que parar em nenhum sinal, comecei a minha jornada. Eu estava tao afobada que nem o cinto de seguranca eu pus. Esquina, sinal, VERDE! Ai que bom, pisei no acelerador apressada. Mas como meu pai já tinha me dito...você está no Brasil!!! Veio um ônibus que estava "se lixando"(está na moda essa expressao gracas aos políticos) para o vermelho e...o inevitável aconteceu."moco, eu tava certa..." choraminguei. E ele, na sua simplicidade "tava fia"...quase tive pena.


Se a minha coragem e vontade de estar ao volante que já era pouca, me abandonou completamente depois desse episódio. Sento-me automaticamente e de bom grado no banco destinado aos caronas e me deixo levar.E coitado do que tenta me convocar para co-piloto.
O senso de orientacao nao pertence às minhas parcas faculdades mentais...O Antoine achou um meio de usá-lo mesmo assim: se eu digo que é pra direita, é para a esquerda!!

Gracas a Deus hoje em dia podemos descobrir o caminho para qualquer coisa. Basta clicar e a Internet nos oferece o itinerário. Tao claro. À primeira vista.
No carro sao outros quinhentos. (Alguém ainda usa essa expressao?)
Vire à direita. Mas essa direita bem direita ou a outra suavemente a direita? Nao é fácil.
Mas existe esperanca.Da última vez que tivemos que seguir um itinerario, eu nao me atrapalhei nenhuma vez. Minto. Uma vezinha só, já bem no fim. E pelo menos nao provocou alteracao no humor do meu motorista. Só nao sei se foi porque o meu erro foi bem pequeno ou se é porque ele já se acostumou...

domingo, 10 de maio de 2009

"O cérebro é como uma estrada. Em algumas pessoas, asfaltada. Em outras, feita de paralelepípedo."

Richard Haier, psicólogo americano da Universidade da Califórnia.

Eu continuaria que existem até os que sao uma estrada de terra em dias de chuva...